Conheça os livros apócrifos, sua origem, classificação e entenda por que não fazem parte do cânon bíblico protestante. Um estudo sobre os escritos do período intertestamentário.
Os livros apócrifos (do grego apokryphos, "oculto" ou "escondido") são escritos religiosos produzidos durante o período intertestamentário (aproximadamente 400 a.C. a 100 d.C.) que não foram incluídos no cânon da Bíblia hebraica, mas que foram aceitos por algumas tradições cristãs, especialmente a Igreja Católica e a Igreja Ortodoxa.
"Toda a Escritura é divinamente inspirada e útil para ensinar, para redarguir, para corrigir, para instruir em justiça, para que o homem de Deus seja perfeito, e perfeitamente instruído para toda a boa obra."
2 Timóteo 3:16-17Os protestantes, seguindo o cânon judaico, não consideram esses livros como inspirados por Deus, embora reconheçam seu valor histórico e literário. A palavra "apócrifo" também é usada para descrever livros que são de autoria duvidosa ou que contêm ensinamentos não aceitos pela ortodoxia cristã.
Os livros apócrifos foram escritos principalmente durante o período intertestamentário, entre a época do profeta Malaquias e o nascimento de Jesus Cristo. Esse período é marcado pelo silêncio profético em Israel, mas também por uma intensa produção literária religiosa.
Alguns desses livros foram escritos em hebraico ou aramaico, mas a maioria sobreviveu em traduções gregas, especialmente na Septuaginta (a tradução grega do Antigo Testamento). Quando os cristãos começaram a usar a Septuaginta como sua Bíblia, muitos desses livros passaram a ser considerados parte das Escrituras.
Os livros apócrifos podem ser divididos em três categorias principais. Clique em cada livro para acessar seu estudo completo:
Narrativas históricas que complementam os eventos do Antigo Testamento:
Livros que contêm ensinamentos morais, sabedoria e instruções para a vida:
Livros que revelam visões do futuro, do juízo final e da intervenção divina na história:
Existem várias razões pelas quais os reformadores protestantes, seguindo o cânon judaico, não incluíram os livros apócrifos na Bíblia:
Os livros que a Igreja Católica aceita como parte do cânon bíblico são chamados de "deuterocanônicos" (segundo cânon). Eles foram oficialmente incluídos no cânon bíblico no Concílio de Trento (1545-1563). São eles: Tobias, Judite, Sabedoria de Salomão, Eclesiástico, Baruque, 1 Macabeus, 2 Macabeus, e os acréscimos a Ester e Daniel.
A Igreja Ortodoxa aceita um cânon ainda mais amplo, incluindo 1 Esdras, 3 Macabeus, Oração de Manassés e Salmo 151.
Embora não sejam considerados inspirados, os livros apócrifos têm grande valor para o estudo da história, da literatura e do pensamento religioso do período intertestamentário. Eles nos ajudam a entender:
Que possamos sempre buscar a verdade na Palavra de Deus, que é lâmpada para os nossos pés e luz para o nosso caminho!