Porque o povo Hebreu
virou escravo no Egito

"A história da escravidão e libertação de Israel"

Entenda como José, a fome, a multiplicação do povo e a opressão egípcia prepararam o cenário para o surgimento de Moisés e o Êxodo.

"E disse: Eu sou o Deus de teu pai, o Deus de Abraão, o Deus de Isaque, e o Deus de Jacó. E Moisés encobriu o seu rosto, porque temia olhar para Deus."
Êxodo 3:6

O Cativeiro no Egito

Cena da escravidão no Egito

A Jornada de José

Após obedecer ao chamado de Deus, Abraão, o patriarca da fé, saiu da sua terra e foi para Canaã. Constituiu sua família e gerou seus filhos Ismael (filho de Agar) e Isaque (filho de Sará). Isaque casou-se com Rebeca e teve Esaú e Jacó. Em poucas palavras: José, filho de Jacó, sofria com a inveja dos irmãos, que decidiram vendê-lo a uma caravana que passava em direção ao Egito.

Vendido pelos próprios irmãos, José foi parar na corte do Faraó como servidor. Mas Deus estava com ele. José interpretou o sonho do Faraó como sendo uma previsão de que viriam sobre o Egito sete anos de abundância, seguidos por mais sete de seca e fome. O Faraó, satisfeito com a interpretação, deu a José um anel de seu dedo, vestes de linho fino e o constituiu sobre toda a terra do Egito, dando-lhe Azenate por mulher.

Como os Hebreus Chegaram ao Egito

Exatamente no período de fome, em Israel havia uma escassez de alimentos. Os filhos de Jacó foram para o Egito, pois lá havia alimentos. Encontraram o irmão que haviam vendido. José os perdoou e convidou toda a família para transferir-se para o Egito.

E assim aconteceu. Foi assim que os hebreus foram parar naquelas terras.

A Multiplicação do Povo

Quando a família de Israel chegou no Egito, na época eram 70 pessoas. Ao longo dos 430 anos (Êx 12:40, Gl 3:17), e ao longo dos 400 anos (Gn 15:13), o povo se multiplicou como as estrelas do céu, tornando-se um povo numeroso e fortalecido.

A Escravidão

Primeiramente os hebreus eram bem-vindos e bem tratados. Depois, com a morte de José, não tiveram mais nenhum privilégio. Foram, em vez disso, escravizados pelos egípcios.

Quando houve a escravidão, o povo hebreu perdeu a liberdade de adoração a Deus. Eles não tinham mais condições de adorar ao Deus de Abraão, vivendo em regime de escravidão e perseguição, sendo obrigados a servir ao Faraó Egípcio e seus deuses.

"E os egípcios impuseram sobre os filhos de Israel servidão dura. E lhes fizeram amargar a vida com dura servidão, em barro e em tijolos, e com todo o serviço no campo, em toda a sua servidão, a qual os faziam servir com dureza."

Êxodo 1:13-14

Moisés e a Libertação

Foi aí que surgiu Moisés, chamado por Deus para libertar o povo e reconduzi-lo para a Terra Prometida. Moisés era um homem inconformado com a injustiça e a opressão apregoada pelos egípcios.

Quando Deus o convida para libertar o seu povo, Moisés é levantado então como libertador dos hebreus. Ele faz várias visitas ao Faraó Ramisses II, solicitando para libertar o povo, mas a ira do Faraó em não atender é tão grande que determina que os hebreus trabalhem dobrados em seus serviços braçais.

Deus envia as dez pragas sobre a terra do Egito, demonstrando seu poder tanto ao Faraó tirano quanto aos hebreus, que sempre eram poupados. Após a última praga, mortos todos os primogênitos que não tinham a marca de sangue em suas casas, fica bem clara a salvação que há no sangue de Jesus Cristo. O povo deixa a terra do Egito e atravessa o Mar Vermelho, voltando novamente para a Terra Prometida de Canaã.

Os Seis Períodos no Deserto

Ao sair do Egito, o povo caminha no deserto. As narrativas que descrevem essa jornada podem ser divididas em seis períodos. Vejamos:

Água amarga (15,22-27): falta de água para beber.
O maná e as codornizes (16,1-36): necessidade de comida.
A água da rocha (17,1-7): novamente, a dificuldade da falta de água.
Guerra contra Amalec (17,8-16): conflitos com outros povos.
Encontro de Jetro com Moisés (18,1-12): o sogro de Moisés, sua esposa e seus dois filhos vão ao encontro de Moisés no deserto.
Descentralização do poder (18,13-27): nova organização do povo.

O Cuidado de Deus

A história do cativeiro no Egito mostra claramente o cuidado especial que Deus tem com o Seu Povo. Cada detalhe, desde a venda de José até a instituição da Páscoa, estava nos planos de Deus para formar uma nação dedicada a Ele.

Lições para nós:
• Deus transforma o mal em bem (José e seus irmãos)
• A opressão não dura para sempre, pois Deus ouve o clamor do Seu povo
• O Sangue do Cordeiro nos livra da morte e do juízo
• A libertação de Deus é sempre completa e gloriosa

O Egito representa o mundo, e o Êxodo representa a nossa salvação em Cristo!

"O Senhor é o meu pastor; nada me faltará."
— Salmo 23:1
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